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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

[RESENHA] Príncipe da Noite

  Título: Príncipe da Noite
  Autor: Germano Pereira
  Editora: Novo Conceito     Selo: Novas Páginas
  Páginas: 368
  Sinopse: Toda manhã, o psicanalista Gabriel se surpreende ao acordar: sempre encontra uma mulher diferente dormindo ao seu lado. Ele nunca se lembra do seu nome, nem da maneira como a conheceu. A única coisa que resta de suas aventuras noturnas é um lapso de memória. Mas esta noite tudo se repetirá: quando cruzar com uma bela mulher, na noite seguinte, perderá o controle de quem é, porque o seu outro “eu” é capaz de tudo para satisfazer seus desejos mais primitivos. Mantendo esse segredo somente para si, Gabriel leva uma vida aparentemente normal na grande Londres, ouvindo diariamente os problemas de seus pacientes, enquanto tenta fugir das loucuras de sua ex-namorada. Mas nada é verdadeiramente normal para um homem que pode ser controlado pelo Príncipe da Noite...
  O que eu achei: tenho que admitir que acabei demorando demais para ter esse livro em mãos. Já fazia um bom tempo que Príncipe da Noite estava na minha lista, mas uma série de acontecimentos me impedia de lê-lo. Finalmente, com mais uma das viagens da minha mãe veio a oportunidade perfeita. E, agora, cá estou eu, resenhando esse talento nacional impressionante!

  Fiquei meio temerosa ao ler algumas resenhas e ver nelas que alguns leitores acharam que a história é confusa. No entanto, minha curiosidade era tão grande que não dei ouvidos. Gabriel é um psicanalista brasileiro que vive em Londres. Sua história é bem conturbada, com direito a ex-namoradas malucas, assassinatos e o pior: um outro eu, que à noite ataca mulheres que acordam ao seu lado na manhã seguinte. É geralmente Gabriel quem acorda mais tarde e percebe que não conhece sua acompanhante. Esse segundo eu? O perigoso e indecifrável Príncipe da Noite.



  O Príncipe da Noite é uma faceta de nosso protagonista, que se mostra muito diferente de Gabriel. Enquanto esse é bem analista, culto e na dele, Príncipe da Noite é bem inconsequente, mulherengo (põe mulherengo nisso) e charmoso. Essas diferenças acabam por pôr Gabriel em muitas saias justas, já que para as mulheres com quem o Príncipe se relaciona, ele é Gabriel. Vale ressaltar que o Príncipe não permite que Gabriel se lembre das mulheres com quem ele se relacionou, apenas de sete. Que vão causar muitos problemas na vida do psicanalista...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

[RESENHA] Vermelho Como o Sangue

  Título: Vermelho Como o Sangue
  Autora: Salla Simukka
  Editora: Novo Conceito
  Páginas: 240
  Sinopse: No congelante inverno do Ártico, Lumikki Andersson encontra uma incrível quantidade de notas manchadas de vermelho, ainda úmidas, penduradas para secar no laboratório de fotografia da escola. Cédulas respingadas de sangue. Aos 17 anos, Lumikki vive sozinha, longe de seus pais e do passado que deixou para trás. Em uma conceituada escola de arte, ela se concentra nos estudos, alheia aos flashes, à fofoca e às festinhas dominadas pelos garotos e garotas perfeitos. Depois que se envolve sem querer no caso das cédulas sujas de sangue, Lumikki é arrastada por um turbilhão de eventos. Eventos que se mostram cada vez mais ameaçadores quando as provas apontam para policiais corruptos e para um traficante perigoso, conhecido pela brutalidade com que conduz os seus negócios. Lumikki perde o controle sobre o mundo em que vive e descobre que esteve cega diante das forças que a puxavam para o fundo. Ela descobre também que o tempo está se esgotando. Quando o sangue mancha a neve, talvez seja tarde demais para salvar seus amigos. Ou a si mesma.
  O que eu achei: Sinceramente, galera, estou numa daquelas fases do leitor na qual só aparecem livros fracos. Sim, me refiro a Vermelho como o Sangue ao dizer isso. Não, não vou economizar palavras na hora de expor minha opinião. A verdade é que o ano de 2014 reuniu muitas obras estrangeiras que prometiam muito e que, no fim das contas, não passaram de decepções. O caso desse livro que estou prestes a fazer a resenha é, possivelmente, um dos mais graves. E, pelo que ouvi de alguns amigos leitores, não fui a única a sofrer uma tremenda decepção com o que li.

domingo, 30 de novembro de 2014

[RESENHA] A Queda dos Cinco

  Título: A Queda dos Cinco
  Autor: Pittacus Lore
  Editora: Intrínseca
  Páginas: 288
  Sinopse: John Smith, o Número Quatro, achou que tudo seria diferente quando os lorienos se juntassem. Eles parariam de fugir. Lutariam contra os mogadorianos. E venceriam. Mas Quatro estava errado. Depois de enfrentarem Setrákus Ra e quase serem dizimados, os membros da Garde reconhecem que estão despreparados e em minoria. Escondidos na cobertura de Nove, em Chicago, eles planejam os próximos passos. Os seis são poderosos, porém não são fortes o suficiente para enfrentar um exército inteiro, mesmo com o retorno de um antigo aliado. Para derrotar os mogadorianos, cada um deles precisará dominar seus Legados e aprender a trabalhar em equipe. O futuro incerto faz com que eles busquem a verdade sobre os Anciões e seu plano para os nove lorienos escolhidos. A Garde pode ter perdido batalhas, mas não perderá a guerra.
  O que eu achei: como prometido, hoje apresento a resenha de A Queda dos Cinco, quarto volume da série Os Legados de Lorien e último livro da série que li até agora. Ao terminar a leitura do terceiro volume, A Ascensão dos Nove, a primeira coisa que me veio a cabeça foi uma raiva imensa por sermos obrigados a esperar um ano pela versão brasileira de A Queda. Sorte a minha, já que na época em que li A Ascensão, o próximo livro já havia sido lançado. Portanto, li os dois praticamente um após o outro, o que fez de mim uma louca pela série. A capacidade de Pittacus Lore de desenvolver uma história é tão cativante que prende o leitor desde o primeiro livro até o último. Dessa forma, podem esperar uma resenha tão cheia de elogios quanto a de A Ascensão dos Nove, pois o quarto volume vem cheio de motivos para te fazer amar e odiar essa série.

  Atenção: essa resenha contém spoilers de A Ascensão dos Nove!

domingo, 23 de novembro de 2014

[RESENHA] A Ascensão dos Nove

  Título: A Ascensão dos Nove
  Autor: Pittacus Lore
  Editora: Intrínseca
  Páginas: 288
  Sinopse: Antes de encontrar John Smith, o Número Quatro, eu estava sozinha, lutando e me escondendo para continuar viva. Juntos, somos ainda mais poderosos. Mas isso só vai durar até precisarmos nos separar para localizar os outros. Fui até a Espanha em busca da Número Sete e encontrei mais do que esperava: um décimo membro da Garde, que conseguiu escapar vivo de Lorien. Ella é mais jovem que o restante de nós, mas igualmente corajosa. Agora estamos à procura dos outros — de John inclusive. E eles também. O Número Um foi capturado na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Fui capturada em Nova York, mas escapei. Eu sou a Número Seis. Eles querem terminar o que começaram. Mas antes, terão de lutar.
  O que eu achei: embora já tenha um tempinho da minha leitura do terceiro livro da série Os Legados de Lorien, ainda posso afirmar que A Ascensão dos Nove é um livro para se ler com uma máscara de oxigênio por perto. E, antes que as observações comecem, já quero avisar que essa resenha pode conter algum spoiler dos livros anteriores (Eu Sou o Número Quatro e O Poder dos Seis).


  O terceiro livro da saga apresenta a complicada situação dos membros da Garde. Desde que John (o Número Quatro) e Seis precisaram se separar, muita coisa aconteceu. De um lado, em West Virgínia, John conseguiu recuperar sua arca e encontrar mais um membro: o Número Nove. No entanto, o sacrifício da vez foi ter de deixar Sam na caverna, nas mãos de sabe Deus quem. E do outro lado, na Espanha, Seis chega bem a tempo de ajudar Marina (a Número Sete), Ella (a jovem garota de 11 anos, décimo membro da Garde), Crayton (Cêpan não oficial de Ella) e Héctor (amigo de Marina) a enfrentar milhares de mogadorianos e seus bichos amedrontadores. Felizmente, o grupo sai com a vitória, mas perde Héctor na batalha. Agora, num ato de completo instinto, Seis, Sete, Ella e Crayton seguem à Índia, pois há a suspeita da existência de outro membro da Garde por lá, no entanto, as surpresas que os aguardam podem ser fatais, além de que, nos Estados Unidos, Quatro e Nove podem estar mesmo precisando de ajuda.

domingo, 16 de novembro de 2014

[RESENHA] Cemitérios de Dragões

  Título: Cemitérios de Dragões
  Autor: Raphael Draccon
  Editora: Rocco      Selo: Fantástica Rocco
  Páginas: 350
  Sinopse: Um fenômeno desconhecido faz cinco pessoas, sem qualquer conexão e espalhadas pelo planeta Terra, acordarem em diferentes regiões de uma realidade devastada por um império de reptilianos e assolada pela escravidão. Os cinco iniciam uma jornada em busca de respostas para sobreviverem no centro de uma guerra envolvendo criaturas fantásticas e demônios dispostos a invocar perigosos seres abissais para servirem a seus propósitos. Porém uma entidade pretende conectar o destino dos cinco humanos e armá-los com uma tecnologia construída à base de metal vivo, magia e sangue de dragões. Uma tecnologia jamais vista naquela ou em qualquer outra dimensão, capaz de gerar heróis de metal. Batalhas empolgantes, romance e magia. Esse é o universo épico de Cemitérios de Dragões, inspirado em uma visão adulta e sombria das antigas séries Tokusatsu, como Jaspion, Changeman, Flashman, Ultraman e tantas outras, que marcaram a infância de toda uma geração.
  O que eu achei: posso começar dizendo que a primeira coisa que me passou na cabeça ao terminar a leitura de Cemitérios de Dragões foi que esse não é livro para menininhas. Não mesmo. Draccon nos presenteou com um livro repleto de adrenalina, emoção e expectativas, que enche o leitor de aventura até a garganta. Caso você que esteja lendo essa resenha ainda não conhece o livro, vou deixar o aviso que, caso pretenda fazer isso, prepare-se psicologicamente primeiro.

  Esse livro marcou a estreia do selo Fantástica Rocco ao lado de O Reino das Vozes que Não se Calam, de Carolina Munhóz e Sophia Abrahão. Draccon é autor da famosa série Dragões de Éter, publicada pela Editora Leya. Vale enfatizar que o cara já é reconhecido e respeitado dentro e fora do país, o que aumentou minha vontade para ler o livro (além do fato de que, na minha opinião, ele e a Carol formam um casal PERFEITO).

sábado, 15 de novembro de 2014

[COLUNA] Releituras de Contos de Fadas

  Voltei! Depois de um bom tempo sem postar colunas, aqui estou eu! Bem, eu andei pensando muito em temas para as colunas dos sábados. Vários temas bacanas surgiram, mas um, em especial, chamou minha atenção: as releituras. Já publiquei aqui resenhas de alguns livros que foram baseados em histórias que já ouvimos quando crianças. No entanto, se você tirar uns dez minutinhos para pesquisar sobre o assunto, verá que o mercado literário e cinematográfico está comprando cada vez mais essa ideia. Eu, por exemplo, amo ler releituras.

Releituras de Clássicos:
Viajando no Tempo


  Branca de Neve, Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Bela Adormecida, João e Maria, Alice no País das Maravilhas e tantos outros... Esses personagens que marcaram a infância de gerações ganham seu espaço em releituras, ou seja, a história contada é baseada no clássico. A melhor parte, é que bookaholics e movieaholics super aprovam essa novidade. O cinema e as editoras apostam cada vez mais em viajar para o tempo dos clássicos.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

[RESENHA] Eu Sou o Número Quatro

  Título: Eu Sou o Número Quatro
  Autor: Pittacus Lore
  Editora: Intrínseca
  Páginas: 350
  Sinopse: Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Conseguimos fazer coisas que vocês apenas sonham fazer. Temos poderes que vocês apenas sonham ter. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes e nos quadrinhos — porém, somos reais. Nosso plano era crescer, treinar, ser mais poderosos e nos tornar apenas um, e então combatê-los. Mas eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, todos nós estamos fugindo. Vivemos nas sombras, em lugares onde nunca seremos procurados, tentando não ser notados. Vivemos entre vocês sem que vocês saibam. Mas eles sabem. O Número Um foi capturado na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Todos foram mortos. Eu sou o Número Quatro. Eu sou o próximo.
  O que eu achei: Chato. Eu só fui conhecer a série por causa do filme, que sinceramente, embora não tenha um monte de cenas que tem no filme, é muito melhor. Aí eu vi que tinha continuação e peguei emprestado O Poder dos Seis do meu irmão, que é bem mais interessante e fluído que o primeiro livro. Como eu sou bem chata com séries, bati o pé e fiz questão de comprar o primeiro livro e lê-lo também. Começa chato, daí melhora, depois as cenas ficam muito previsíveis e depois fica chato de novo. As vinte últimas páginas, as que deveriam ser a de maior ação do livro, demorei quase dois dias para ler, porque eu ficava com sono sempre que lia algumas páginas.